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Cuidado com os exageros na prática esportiva


Por MD PhD. Nabil Ghorayeb | 14/11/2006 - Atualizada às 15:46

artigo atualizado em 23/01/2009

Com a pretensão de ficar em forma para o verão, as pessoas exageram na dose e podem ter muito mais que a performance prejudicada, pode ter sérios problemas de saúde.

Estamos em pleno verão e a ordem é caprichar no físico, escondendo os possíveis "defeitos" estéticos, desagradáveis para a auto-estima. Academia, “personal trainner”, assessoria esportiva, ou atividades por conta, aqueles que correm ou caminham no parque, no clube. Todos com a maior boa intenção de saúde total e de beleza física querem esculpir aquele corpo que ficará maravilhoso.

Mas a realidade é nua e crua, nós seres humanos não somos perfeitos! Ou melhor, sem defeitos, a fronteira entre ter poucos e pequenos defeitos e aparentar ser sem defeitos é praticamente indistinguível com uma boa atividade física.

Quando o que era apenas pouco risco, passou para muito e está alcançando o alto risco. A prática de atividade física exagerada (sem limites) é um fator de piora do defeito que estava adormecido, seja ele cardiovascular, ortopédico ou outro.

Pesquisas médicas constataram que pequenos defeitos no coração de um iniciante no esporte poderão se acentuar no futuro, justamente quando ele estiver bem profissionalmente. E aí, como convencê-lo a abandonar o esporte que traz fama e dinheiro?

No limite - Exercícios repetidos intensamente podem levar a lesões de repetição das articulações, tendões e músculos. Devemos respeitar os limites físicos, não forçar, mesmo quando achamos que estamos suportando o volume e desenvolvimento daquele exercício, ou de uma prova esportiva. O que se vê hoje, principalmente em academias, são pessoas malhando muito (exagerando mesmo) para atingir rapidamente o objetivo.

Recomendações -

1- Seguir as orientações do seu professor para atingir o auge em 12 a 14 semanas e não em menos, afinal somos apenas esportistas e não atletas profissionais.

2- Escolher academias com profissionais formados, bem aparelhadas e organizadas e atenção com a manutenção dos equipamentos. Eles devem estar em dia. Levar em conta só a mensalidade barata e usar equipamentos ultrapassados e sem manutenção só aumenta os riscos de acidentes e de problemas médicos.

3- A falta de avaliação médica anual; malhar por muitas horas seguidas; esperar sentir dores para então parar; deixar de ter dia de descanso entre os de malhação, isso aumenta os riscos cardiovasculares e ortopédicos.

Para mais segurança dos esportistas São Paulo e outras cidades têm leis municipais de prevenção e atendimento de urgências nas academias e outros locais, com equipes de não médicos treinadas para usar os desfibriladores.

Dr. Nabil Ghorayeb


Consultor Webrun sobre Cardiologia do Esporte. Especialista em Cardiologia e em Medicina do Esporte; Doutor em Cardiologia pela FMUSP. Também é chefe da Seção Médica de Cardiologia do Exercício e Esporte do Inst. Dante Pazzanese de Cardiologia – (11) 5085-6228.

Coordenador Clínico do SPORT CHECK-UP HCor - Hospital do Coração - (11) 3053-6611. Além de coordenador do Serviço de Cardiologia do Instituto Runner de Ensino e Pesquisa (Academias RUNNER). O telefone do seu outro consultório clínico é (11) 2273-7311.

Ele também é autor dos livros de medicina: O Exercício (prêmio Jabutí); Tratado de Cardiologia do Exercício e do Esporte; Métodos Diagnósticos em Cardiologia, além do livro de orientações para leigos: Ninguém Morre de Véspera. Site: www.cardioesporte.com.br

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