Atualmente, nos Estados Unidos, 10 milhões de pessoas sofrem de osteoporose, e 18 milhões apresentam baixa massa óssea, tendo, portanto risco de fraturas. Oitenta por cento desses pacientes são do sexo feminino, entretanto, o índice do sexo masculino aumenta na medida em que a média de vida continua a se estender.
A osteoporose é uma doença que se caracteriza por baixa densidade óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, levando a um aumento da fragilidade óssea, portanto, um maior risco de fraturas após traumas mínimos.
Durante a vida, o osso está em contínua renovação; o osso velho vai sendo removido e depositado osso novo. Esse processo é denominado de remodelação óssea e consiste de basicamente dois estágios diferentes: reabsorção e formação ósseas. Quando o osso removido pela reabsorção é completamente substituído, a resistência óssea é mantida. Na osteoporose, muito osso é removido e pouco é formado, levando a perda óssea e menor resistência.
A osteoporose é conhecida como doença “silenciosa”, pois as primeiras manifestações ocorrem apenas quando houve perda de 30 a 40% da massa óssea. Os primeiros sinais da doença são as fraturas, que ocorrem freqüentemente nas vértebras, terço distal do rádio, fêmur, úmero e pequenos ossos periféricos. Este quadro quando não tratado pode tornar-se uma doença dolorosa, desfigurante, incapacitante, com importante repercussão na qualidade de vida.
Os principais fatores de risco para a doença são:
Sexo: mulheres têm mais osteoporose que os homens, pois tem os ossos mais finos e mais leves e apresentam perda importante durante a menopausa;
Idade: quanto maior a longevidade do indivíduo, maior é o risco de desenvolver osteoporose;
História familiar: a susceptibilidade a doença é, em parte, hereditária;
Tamanho dos ossos: indivíduos pequenos, com ossos finos, são de maior risco que indivíduos maiores, com ossos largos;
Etnia: mulheres brancas e amarelas têm maior risco de desenvolver osteoporose do que negros;
Níveis hormonais: estrogênios protegem a massa óssea, na sua diminuição o risco de desenvolver o quadro aumenta;
Dieta: ingestão inadequada de cálcio e vitamina D é ruim para o tecido ósseo. O excesso de proteínas, fibras e sódio podem reduzir a absorção de cálcio;
Exercícios: a imobilização, o sedentarismo e períodos prolongados na cama são fatores de risco;
Fumo: mulheres fumantes apresentam níveis mais baixos de estrogênio e entram na menopausa mais cedo;
Álcool: o consumo regular de mais de dois drinques por dia pode ser danoso para o tecido ósseo.